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Dunga PHN

11 FEV 2018

É muito legal contar a nossa história, quando a contamos relembramos nossa história de salvação e também somos tocados profundamente, vamos lá:

Nasci em uma fazenda chamada Coruputuba que quer dizer “Cemitério dos índios”, tive uma infância maravilhosa.

Lá havia escola, Igreja, cinema, campo de futebol, clube náutico, armazém, feira e a fábrica onde nossos pais trabalhavam…“Era um paraíso”.

Minha casa ficava na parte menos nobre da fazenda, nos chamávamos o lugar de Pé Preto. Na casa não havia água quente, banheiro com descarga, ou seja, o banheiro era uma casinha no fundo do quintal, o banho era de bacia, o fogão era à lenha, e a nossa condução era uma bicicleta Hércules. Foi uma infância simples onde pude receber dos meus pais muitas dicas de como ser gente.

Foi nessa época que pela primeira vez percebi que a música faria parte da minha vida, “Foi assim”…

 

Quando completei 6 anos minha irmã mais velha “Fia”, deu-me de presente um disco dos Beatles, um compacto simples, e eu imediatamente comecei a cantar junto com um primo “Di”.

Meus pais eram operários da fábrica da fazenda, uma fábrica de papel. Eles faziam três horários (das 06h00 às 14h00, ou das 14h00 às 22h00, ou das 22h00 às 06h00), ou seja, sempre havia alguém dormindo em casa, e eu e meu primo sempre acordávamos alguém com o nosso canto.

Um dia pela manhã vi meu pai construindo um outro galinheiro, pois ja tínhamos um, a princípio não entendi, mas depois de pronto, ele fez também uma bateria de latas de tinta, microfones de cabo de vassoura, guitarras de madeira com cordas de arames bem fininhos, do puleiro ele fez uma arquibancada e também um palquinho, ali nasceu o meu ministério de música.

Todos os dias o galinheiro lotava com a galera da rua. Cresci rodeado de muito amor e carinho e usufruindo de tudo que a simplicidade e a austeridade pode nos dar.

 

Dando um pequeno salto na história vamos para os anos oitenta, comecei a me encantar com a Néia que veio a ser a minha esposa, foi quando a namorei pela primeira vez, ali eu já tinha a certeza de que ela era a mulher da minha vida, mas não durou muito tempo, pois nessa época infelizmente experimentei as drogas e durante quatro anos eu não construí nenhum relacionamento que mereça um bom comentário.

Drogas, bebidas, prostituição, baladas e uma ausência em minha casa, realmente não produzi nada de especial. Mas com dezoito anos Jesus entrou em minha vida e tudo mudou… Mudou de tal maneira que comecei a produzir como nunca, trabalho, amizades, espiritualidade, família, esportes e principalmente a descoberta da “castidade”.

Entendi que tinha que me preparar para a pessoa que Deus iria me dar de presente, para seguir comigo na missão que Ele teria para mim.

Depois de dois anos Deus me devolveu a Néia, namoramos mais dois anos e meio e nos casamos, eu já trabalhava na mesma fábrica em que meu pai trabalhou trinta e cinco anos, minha mãe trinta e meu irmão vinte e oito.

Cresci profissionalmente me tornei um profissional da mecânica, era animador de grupo de oração, tivemos o nosso primeiro filho Filipe.

E quando estávamos no nosso melhor momento financeiro, social, religioso, familiar, foi quando recebemos o convite para morarmos na Canção Nova.

Aceitamos o convite e em 1991 nos mudamos e começamos o melhor tempo das nossas vidas.

 

 

Bom o restante da minha história você já conhece, mas aqui no blog vou contando pra você…

 

Abraço!

Dunga

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